Startup Weekend Goiânia. Virou história na minha vida.

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Este foi um final de semana de muito aprendizado. Participei do Startup Weekend Goiânia sem saber muito do que se tratava, sem ter conseguido ler os textos indicados, sem uma ideia pra levar. Apenas fui com a intenção de fazer network e de tornar meu fim de semana mais produtivo. O mote do evento é bem convidativo: “Criei uma empresa em um fim de semana. E você?”. Foi uma experiência incrível, conheci muitas pessoas inspiradoras. A organização merece todo o reconhecimento e parabéns pelos profissionais que agregou, pelo espaço do evento, alimentação farta e deliciosa. Detalhes muito bem pensados.

E também por alguns detalhes, quase tudo foi diferente para mim: eu quase não falei a minha ideia, quase minha ideia não foi falada. O evento começou sexta, com os Pitchs, momento em que o microfone fica aberto para que os participantes apresentem uma ideia de negócio digital em até 1 minuto. Depois, todos votam nas melhores e são formados grupos para desenvolverem cada negócio durante o fim de semana. Eu não levei nenhuma ideia para um Pitch, mas lá, vendo tanta gente corajosa apresentando ideias malucas e outras nem tanto, comecei a cavucar minha gaveta de maluquices e lembrei de uma ideia que tive há um tempo. Era um aplicativo para celular que ajudaria as pessoas a tomarem decisões. A ideia foi parar na gaveta sem ter respirado direito. E aí ela ressurgiu cheia de teias de aranha e timidez, mas me chamou com fôlego, pedindo para que eu a deixasse sair. Olhei pra ela pensando: se enxerga!. Ela respondeu: me enxerga!

Ainda insegura, perguntei a um amigo se ele achava que valia a pena apresentar. Ele disse que sim e que eu não tinha nada a perder. Concordei e lá fui eu. No caminho entre minha cadeira e o microfone, pensei que a ideia poderia ficar mais legal se eu achasse algum jeito diferente de apresentá-la. Foi então que pedi a caneta de um dos participantes, coloquei ao lado da minha, de outro modelo, e peguei o microfone começando com: – Qual das duas canetas eu uso para assinar o contrato no domingo? Acabei surpreendendo quem estava me ouvindo, a plateia votou na caneta mais bonita e eu agradeci explicando que a ideia era fazer um aplicativo chamado improvisadamente de “Me ajuda a escolher?”. Depois, começaram as votações e acompanhei os post its cobrindo o nome da minha ideia. Cada papelzinho amarelo era um voto. Pelo que eu podia perceber, ela estava entre as mais bem votadas. Mas quando foram revelados os ganhadores, “Me ajuda a escolher” não era um dos 18 selecionados. Sem entender, por ter visto muitos votos e ter recebido feedbacks positivos no intervalo, fui até a Organização perguntar porque a ideia tinha sido eliminada. No caminho, me falaram pra deixar pra lá, já que haviam informado no começo que a decisão era soberana. Mas eu não estava indo reclamar, mas apenas entender.

E assim o fiz. Em instantes, a Organização se desculpou por um engano na planilha e informou a todos que a ideia com mais votos havia ficado de fora por um equívoco. Eu estava na disputa. Duas grandes lições em menos de duas horas de evento: não ter medo de falar uma ideia; questionar os “nãos” que recebemos o tempo todo.

E aí o resumo da história é que um time super dedicado veio trabalhar comigo e a ideia ganhou o segundo lugar entre os 18 projetos apresentados. Saímos de lá com o MVP – mínimo produto viável –, e com investidores interessados, já querendo marcar reunião nesta semana. O aprendizado do Startup Weekend foi incrível, mas tem uma coisa que me marcou profundamente e por isso escrevo esse texto com a intenção de compartilhar – aprendi muito sobre essa palavra – que não devemos nos apegar às ideias com medo de que não sejam boas o suficiente ou esperando o grande dia em que, sozinho, você a tirará do papel. Não dá pra fazer nada sozinho. Na sexta eu tinha uma ideia totalmente esquecida no fundo de uma gaveta. Dois dias depois temos uma startup para ser sonhada com mais 6 pessoas e quem mais vier pra somar, dividir, multiplicar.

 

[Sussy Côrtes]

 

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